DETECÇÃO E GENOTIPAGEM DO HPV DE ALTO E BAIXO RISCO
Instruções para paciente
Jejum:Não necessário
Orientações:
" Permanecer no mínimo 8 horas sem higiene local para coleta peniana, anal ou genitália externa feminina.
" Para coleta uretral, permanecer sem urinar por no mínimo 1 hora (ou até 4 horas, conforme região/especificidade).
" Não estar menstruada e aguardar 48 horas após o término da menstruação para realizar a coleta.
" Nas 72 horas que antecedem o exame: manter abstinência sexual (com ou sem preservativo); não usar duchas, cremes ou óvulos vaginais; não realizar assepsia endovaginal ou higiene no dia da coleta; não realizar toque vaginal, colposcopia, ultrassom transvaginal ou peniscopia.
" Caso realize colposcopia no mesmo dia, a coleta deve ser feita antes da aplicação de ácido acético ou iodo (ou aguardar 24 horas após o uso dessas substâncias).
" Aguardar recomendação de 3 meses após cauterização ou tratamento para testes de controle de eficácia, conforme orientação médica.
Sobre o exame:
Este exame utiliza biologia molecular para analisar a presença do DNA do Papilomavírus Humano (HPV) a partir de amostras de mucosa. Ele permite identificar se há infecção e classificar o vírus entre tipos de alto risco oncogênico (associados ao desenvolvimento de lesões e tumores em regiões como o colo do útero e pênis) e tipos de baixo risco (associados a lesões benignas como verrugas), sendo um recurso fundamental na prevenção e no acompanhamento de infecções genitais.
Cometários:
Detecção e genotipagem qualitativa por reação em cadeia da polimerase (PCR) in vitro para 35 genótipos do Papilomavírus Humano (HPV), sendo 18 de alto risco oncogênico (16, 18, 26, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 53, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82) e 17 de baixo risco (6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 55, 61, 62, 67, 69, 70, 71, 72, 81 e 84). O teste auxilia na triagem de citologias oncóticas anormais, atuando como coteste no rastreamento de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e neoplasias genitais anal e peniana. A alta sensibilidade diagnóstica da PCR identifica infecções persistentes, sobretudo pelos tipos 16 e 18; contudo, ressalta-se que um resultado negativo não exclui categoricamente a possibilidade de desenvolvimento futuro de lesões de alto grau.
